“Fé”, Essa palavra tão pequena tem em sua prática um significado tão expressivo! Será que realmente acreditamos que ela é necessária em nossa vida? Precisamos, ou ainda, lembramos dela, quando nossa vida corre equilibrada na rotina de cada dia? Ou será sempre necessário acontecimentos, tais como uma doença, um problema financeiro, o desencarne de um ente amado, para lembrarmos de sua importância?

Escutamos no Centro Espírita que a nossa fé é “raciocinada”, pois o espírita entende a causa de seus males, sabe que todo sofrimento é legítimo e aceita-o de forma consciencial. Sem dúvida são conceitos que nos ajudam a ter uma base maior para reforçar o alicerce da nossa fé. No entanto, se nós realmente confiarmos numa lei superior de justiça e progresso, se realmente entendermos que nunca estamos sozinhos diante das nossas dificuldades, começaremos a trilhar um caminho mais seguro rumo à este belo sentimento.

Jesus, o enviado de Deus para nos ensinar a enxergar a vida sob outra ótica, já nos dizia: “Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível. (S. MATEUS, cap. XVII, vs. 14 a 20.)

Aqui, unicamente no sentido moral, se devem entender essas palavras. As montanhas que a fé desloca são as dificuldades, a falta de confiança, o desespero…

Já estamos espiritualmente evoluídos para mostrarmos a nossa fé, mesmo que tais dificuldades sejam amainadas? Ou ainda, como crianças espirituais, precisamos, dentre outros motivos, dessas dificuldades para que a nossa fé seja experimentada, trabalhada e cresça dentro de nós?

Diante dos problemas, exercite sua fé, não esqueça desse recurso poderoso. Após longa prática, se um dia te perguntarem: Tens fé? Talvez você já consiga responder: Maior até do que um grão de mostarda.

(por Aline Queiroz)