Eu realmente gosto de livros. A escolha das palavras certas e da pontuação para que o leitor possa entender exatamente a intenção do escritor é um trabalho maravilhoso. Isso me fascina!

E o que me deixa mais instigada é que os livros possuem uma vida própria. Sim! Uma vida que vai sendo mostrada a você aos poucos. Esses livros são espertos! Não se deixam desvendar numa primeira leitura! Ou será que você nunca se deparou com uma nova mensagem, um novo conhecimento, ao reler determinado livro? Habent sua fata libelli – os livros têm seu próprio destino. Destino este que está ligado ao grau de conhecimento dos leitores. Tudo está relacionado.

E foi exatamente isso que aconteceu comigo ao reler Os Mensageiros.

Por certo, muitos já ouviram falar da importância do Evangelho no Lar. Mas será que compreendem a sua real dimensão?

O Evangelho no Lar além de ser um magnífico instrumento de aprendizado, já que nos faz refletir sobre a leitura realizada, é um poderoso instrumento de proteção do nosso lar.

Ler e refletir sobre a mensagem transmitida por um trecho do Evangelho Segundo o Espiritismo deve nos fazer redimensionar nossos pensamentos e atitudes, de modo a que passemos a vivenciar o Evangelho no nosso dia-a-dia.

Sabemos que não é uma tarefa que se consiga da noite para o dia, afinal nada na Natureza evolui dessa forma. Mas é algo no qual devemos insistir constantemente, diariamente, sem medo de errar, porque só erra quem tenta.

No livro Os Mensageiros,Isabel esposa de Isidoro, já desencarnado, vivencia as leis morais diariamente. Aquela mulher, viúva e mãe de cinco filhos, naquela humilde residência, na qual só se fazia uma refeição por dia, educava seus filhos dentro dos princípios morais. Ela vivenciava o Evangelho no Lar.

Quantas vezes somos tomados por sentimentos, palavras e ações impensadas levando ao nosso lar o desconforto, a tristeza e a angústia aos nossos entes mais próximos? Faz parte da nossa imperfeição, alguns responderão. Sim, é verdade, mas será que estamos nos esforçando? Será que estamos dando o nosso melhor para que também possamos um dia vivenciar o Evangelho no Lar?

André Luiz narra que ao chegarem à casa de Isabel, Isidoro lhes abriu a porta para que adentrassem. E continua: “Este pormenor foi outra nota imprevista. Tal não sucedia quando voltava à minha velha casa terrena. As portas cerradas não me ofereciam obstáculos. Ali, porém, vigorava um sistema vibratório de vigilância que eu não conhecia, até então.”

Quando em uma residência é realizado o Evangelho no Lar, uma camada protetora eletromagnética de relativo poder a circunda e a protege. É criada uma barreira contra os nossos irmãos que, por ainda não conhecerem o amor de Deus, procuram adentrar ao lar, para lá se beneficiarem de energias de baixa vibração que por vezes produzimos de modo impensado, tais como aquelas que são geradas quando brigamos com um familiar.

É como se passássemos a ter uma equipe de segurança particular, vedando a entrada de intrusos. Por isso ninguém entrava na casa de Isabel, somente aqueles a quem Isidoro abria a porta. Vocês estão percebendo a dimensão da proteção?

A casa de Isabel era “lindamente iluminada por clarões espirituais”, construídos pela vivência do Evangelho em seu lar e protegidos pela barreira eletromagnética que circunda a residência.

O que estamos esperando para iluminar o nosso lar com clarões espirituais?

Sejamos pontos de luz!

 

Marcela Monteiro