Brasil – Coração do Mundo Pátria do Evangelho

Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Espírito de Humberto de Campos

 

 

Ao ler esta magnífica obra noto ser possível resumi-la em três partes; uma referente ao planejamento espiritual do Brasil, a segunda com o seu desenvolvimento como nação até o estabelecimento da república e a terceira com o livre-arbítrio para escolha de realmente ser a pátria do evangelho.

 

 

Planejamento Espiritual

 

No final do séc. XIV, Jesus foi verificar mais amiúde como a Terra compreendia e praticava seus ensinamentos, e ao conversar com seus emissários celestes notou que a sua mensagem de amor e de fraternidade ainda não fora absorvida. Procurou no orbe terrestre um local para instalar o pensamento cristão junto a espíritos jovens e simples, e a terra escolhida foi aquela que seria chamada Brasil. Onde todos os povos poderão ser um só. Para tal início de missão escolheu um emissário celeste chamado Helil para reencarnar em Portugal e dar início as navegações como o Infante de Sagres. Os portugueses foram escolhidos por serem o povo mais simples e trabalhador da Europa,, os índios por terem o coração rude e simples, os africanos por serem oprimidos e sofredores. Eis o motivo do Brasil ter a forma geográfica de um coração preparado que foi para receber, acolher e consolar todos que sofrem ou fizeram sofrer.

 

Desenvolvimento da Nação

 

Foi dado a ordem de preparar a reencarnação de espíritos já purificados no sentimento cristão para servir na formação do Brasil, terra já abençoada e protegida por Jesus e com a proteção do Mestre conseguiria a minúscula nação portuguesa manter a união brasileira mesmo com o interesse de diversas nações imperialistas.

Jesus, coloca então Ismael para zelar pela terra do Cruzeiro do Sul. E cria o lema para guiar a terra da misericórdia: “Deus, Cristo e Caridade”.

Os primeiros degredados de Portugal chegam a Terra de Santa Cruz, seguidos pelos missionários como Padre Anchieta, Padre Manuel da Nóbrega, Frade Fabiano de Cristo e outros. Os escravos sofredores e humilhados que granjearam amor celeste.

Os governadores colonizadores seguem criando cidades e aliando-se com os índios contra os de outras pátrias. Os escravos negros que chegavam haviam sido entre outros os antigos batalhadores das cruzadas, senhores feudais da Idade Média, padres e inquisidores, espíritos rebeldes e revoltados, perdidos nos caminhos cheios da treva das suas consciências polutas, que pediram e receberam a graça da redenção pelo trabalho árduo. E esta junção étnica formou o baluarte da nova nação.

Os bandeirantes seguem criando povoados e criando estradas. O tempo vai passando e cria-se um sentimento nativista de liberdade. Os jesuítas no Brasil amenizam as dores dos índios e dos escravos. Tiradentes luta por liberdade e menor taxação, é morto redimindo seu passado de antigo inquisidor. Dom João VI chega ao Brasil fugindo de Napoleão. O generoso rei ao aqui chegar inicia diversas reformas já tocado amorosamente pela Pátria do Evangelho.

Ocorre a independência do Brasil, sob os auspícios de Ismael, Dom Pedro I torna-se o imperador do Brasil. Ismael conversa com Jesus e o Mestre solicita a Longinus para encarnar como D. Pedro II. José Bonifácio, o grande filósofo e estudioso homeopata seria o tutor de D. Pedro II. Sob as bençãos de Ismael nasce Bezerra de Menezes. O espiritismo granjeia no Brasil. Apesar das revoltas e guerras o Brasil permanece uno. Finalmente a abolição chega e irrompe em seguida a república. Neste exato momento a Pátria do Evangelho atinge a sua maioridade coletiva. Jesus acentua que a partir deste momento Ismael somente atuará na evangelização dos espíritos, pois agora o Brasil político terá responsabilidade própria. Ismael concentra seus esforços nos corações brasileiros fazendo florescer a FEB, o espiritismo e instituições de caridade.

 

 

Pátria do Evangelho

 

 

Para o Brasil continuar sua trajetória e firmar-se como a Pátria do Evangelho é mister observar em primeiro lugar a educação nacional, mantendo-se a língua pátria e sendo ampla para todo o povo. E em segundo lugar a recomendação: “Nesta época de confusão e amargura, quando, com as mais justas razões, se tem, por toda parte, a triste organização do homem econômico da filosofia marxista, que vem destruir todo o patrimônio de tradições dos que lutaram e sofreram no pretérito da humanidade, as medidas de repressão e de segurança devem ser tomadas a bem das coletividades e das instituições, a fim de que uma onda inconsciente de destruição e morticínio não elimine o altar de esperanças da pátria. Que o capitalismo, visando à própria tranqüilidade coletiva, seja chamado pelas administrações ao debate, a incentivar com os seus largos recursos a campanha do livro, do saneamento e do trabalho, em favor da concórdia universal.”

 

Fecho o resumo com as palavras citadas no prefácio da obra por Emmanuel: “Peçamos a Deus que inspire os homens públicos, atualmente no leme da Pátria do Cruzeiro, e que, nesta hora amarga em que se verifica a inversão de quase todos os valores morais, no seio das oficinas humanas, saibam eles colocar muito alto a magnitude dos seus precípuos deveres. E a vós, meus filhos, que Deus vos fortaleça e abençoe, sustentando-vos nas lutas depuradoras da vida material.”