(Por Guilherme Kremer)

Corpus Christi (expressão latina que significa Corpo de Cristo) é uma comemoração litúrgica católica que ocorre na quinta-feira, cerca de sessenta dias após a Páscoa, para testemunhar publicamente a adoração e veneração para com a Eucaristia, principalmente no sacramento do Corpo e do Sangue de Cristo. A origem da solenidade remonta ao século XIII.

A Eucaristia é o principal dos sete sacramentos (rituais) da Igreja, consoante o qual, através de palavras pronunciadas pelo padre, pão e vinho se transubstanciam, respectivamente no corpo e sangue de Jesus.

Na quinta-feira à noite da semana da Páscoa do ano 33 aconteceu a famosa Ceia Pascal, onde Jesus trouxe importantes ensinamentos para aquele grupo de homens que o seguira por mais de dois anos. De todos ensinamentos destacamos a promessa de enviar o Consolador Prometido para a humanidade, o que ocorreria no século XIX através de Allan Kardec.

Durante a Ceia ocorreu um ensinamento que é uma parábola dramatizada do pão e do vinho, referenciada apenas nos evangelhos sinóticos (Marcos, Mateus e Lucas). Talvez a mais misteriosa de todas. Enquanto ceavam Jesus o tomou o pão, benzeu, partiu e deu a seus discípulos. Parecia apenas gentileza, entretanto o Mestre afirmou: “Tomai e comei, porque este é o meu corpo”. E tomando o cálice, deu graças e o apresentou a eles, dizendo: “Bebei dele todos. Porque este é o meu sangue da nova aliança, que é derramado em favor de muitos para remissão dos pecados”.

Certamente os apóstolos não tinham a menor ideia do que iria acontecer na sexta-feira. Jesus seria crucificado cruelmente. Indiretamente Jesus anunciava a sua morte violenta, com a separação do corpo e do sangue.

Precisamos ver o símbolo espiritual neste sacramento, e não o símbolo material do corpo do Jesus humano, como ele pudesse espiritualizar a alma. O que alimenta, sustenta e dá a vida a nossa alma é o cristo interno que se manifesta com a nossa espiritualização.

É dever de todo o cristão lembrar os martírios de Jesus na cruz a nosso favor, exemplificando que a verdadeira vida é alcançada após cada um tomar a sua própria cruz e seguir os ensinamentos do Mestre inesquecível.